Poema: NÉVOA

Na dimensão de um não estar 
quase perceptível
que foge
sem corpo
traçado 
se escondendo
vapor
poema evaporando
adentrando mudo
tênue instar sem estar
pairando solo
como nuvens
em linha invisível se esgueirando
naquele “entre” imperceptível 
que se dirige delicado ao infinito
deixando em meu corpo 
a transparência das teias de uma aranha

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

UM ESTILO PAULISTANO — SIM OU NÃO (10 de junho de 2012)

"MAXIMALISM": A SOFISTICAÇÃO SELVAGEM DE SIG BERGAMIN (20/11/2018)

MAISON DE UMA ÉPOCA DE OURO (12 de dezembro de 2010)