Poema: HEI NÃO
Abro o velho caderninho vermelho dos aniversários
olho para quantos já se foram
e em quantos já fizera uma cruzinha
faço verso para libertar o fantasma
escondido no útero da casa
onde gritos na noite soam e braços batem furiosos no lençol
desconhecida de ser
quem seria
senão a que enche a vida de metáforas
e pensa colorido quando
é sombra ao redor
hei não
de pôr enquanto
conversar com os mortos...
olho para quantos já se foram
e em quantos já fizera uma cruzinha
faço verso para libertar o fantasma
escondido no útero da casa
onde gritos na noite soam e braços batem furiosos no lençol
desconhecida de ser
quem seria
senão a que enche a vida de metáforas
e pensa colorido quando
é sombra ao redor
hei não
de pôr enquanto
conversar com os mortos...
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