ARQUITETURA CURATIVA (21 de novembro de 2010)
“Mínimo de intervação - máximo de impacto” é o que prega
e faz acontecer o talentoso arquiteto chinês Li Xiadong. Exemplo é sua
pequena e premiada bridge-school de 240 m2 que pode se transformar em
teatro, servir de biblioteca pública, funcionar como local de encontro e
conectar as margens opostas do riacho que atravessa a cidade de Xiashi e
que até então separava duas tradicionais fortalezas residenciais, ou
Toulus, forma de moradia típica da Província de Fujian.
Foi tal qual um acupunturista que o arquiteto se sentiu ao conceber e desenhar o projeto. Era como se estivesse posicionando uma pequena agulha no corpo de uma localidade de modo a curá-la de anos de negligência. Pois depois de inaugurada em 2008, a pequena escola- ponte, edificação feita de aço e concreto, painéis e portas pivotantes fabricadas com madeira local, logo provou seu poder de dar vida nova a esse pequeno centro urbano de mil habitantes isolado nos confins da China.
As crianças podem usar um escorregador paralelo aos degraus da pequena escada de acesso para acessar a calçada; e o pedestre que atravessar a pequena ponte suspensa entre o rio e o chão da escola há de sentir no balanço do vento a energia canalizada por essa arquitetura que nada tem a ver com o estilo das construções locais. O premio Aga Khan de arquitetura dado a Li Xiadong por esse diminuto projeto em 2010 – não se deve apenas à beleza da forma estética, mas também ao resultado alcançado, o de, com tão pouco, conseguir criar um centro físico e espiritual numa cidade isolada e até então em franca decadência.
Provocar idéias e experimentações é o que Li Xiadong, formado na universidade de Arquitetura Tsingua em Beijing onde hoje é mestre, e com PHD da Delf University of Technoloy da Holanda, ensaia com seus alunos.
Acredita no médico-arquiteto e na cidade-paciente: -“O mais importante é descobrir o local onde enfiar a agulha”.
Foi tal qual um acupunturista que o arquiteto se sentiu ao conceber e desenhar o projeto. Era como se estivesse posicionando uma pequena agulha no corpo de uma localidade de modo a curá-la de anos de negligência. Pois depois de inaugurada em 2008, a pequena escola- ponte, edificação feita de aço e concreto, painéis e portas pivotantes fabricadas com madeira local, logo provou seu poder de dar vida nova a esse pequeno centro urbano de mil habitantes isolado nos confins da China.
As crianças podem usar um escorregador paralelo aos degraus da pequena escada de acesso para acessar a calçada; e o pedestre que atravessar a pequena ponte suspensa entre o rio e o chão da escola há de sentir no balanço do vento a energia canalizada por essa arquitetura que nada tem a ver com o estilo das construções locais. O premio Aga Khan de arquitetura dado a Li Xiadong por esse diminuto projeto em 2010 – não se deve apenas à beleza da forma estética, mas também ao resultado alcançado, o de, com tão pouco, conseguir criar um centro físico e espiritual numa cidade isolada e até então em franca decadência.
Provocar idéias e experimentações é o que Li Xiadong, formado na universidade de Arquitetura Tsingua em Beijing onde hoje é mestre, e com PHD da Delf University of Technoloy da Holanda, ensaia com seus alunos.
Acredita no médico-arquiteto e na cidade-paciente: -“O mais importante é descobrir o local onde enfiar a agulha”.
Comentários
Postar um comentário