COM FOCO NO BELO E FAMOSO (2 de novembro de 2008)

Horst P. Horst
O gosto de Truman Capote pelo colorido
fica evidente nesta foto de Horst feita no estar
da casa do escritório em Long Island, em 1965

Foto de Paloma Picasso,
em 1985, entre objetos de
ébano, a cor de seus cabelos
O verde do papel de parede,
pano de fundo da lareira que
abriga coleção de azuis e brancos

          

Horst P Horst, entre os anos 60 e 80, foi o fotografo dos interiores, personalidades e detalhes reveladores

Mostra em Londres homenageia o designer francês Jean Prouvé, um pioneiro do pré-fabricado
SÃOPAULO - Jean Prouvé, o revolucionário construtor e designer francês, conhecido por seus móveis e elementos arquitetônicos pré-fabricados com chapas dobráveis de metal, viveu entre 1901 e 1984, mas declarou ter morrido em 1954, quando perdeu o controle de sua fábrica de estruturas de alumínio. Não podia, porém, hoje estar mais vivo e influente. Depois de celebrado com exposições na França, Estados Unidos e Alemanha e ter seus móveis originais alcançando preços estratosféricos em leilões e galerias de arte, chegou a vez de ser reconhecido, e no melhor estilo, na exigente e nada francófila Inglaterra.
Do lado de fora da Tate Modern, desde 5 de fevereiro, é possível visitar uma de suas famosas e enxutas Maisons Tropicales, parte integrante da mostra Jean Prouvé - A Poética do Objeto Tecnológico, em exposição no Design Museum. Nela, móveis de metal e madeira, desenhos arquitetônicos, filmes e fotografias vão mostrar, até 13 de abril, não só o alcance da influência de Jean Prouvé no design do século 20, mas também como o seu trabalho se diferencia daqueles produzidos pelos designers da Bauhaus no mesmo período.
Jean Prouvé nasceu em Paris, mas foi em Nancy que começou a produzir, primeiro, objetos em ferro fundido como corrimãos, e depois, a desenhar móveis. Em 1930, ajudou a criar a União de Artistas Modernos cujo manifesto era "Amamos a lógica, o equilíbrio e a pureza". Em 31, já tinha o seu Ateliers Jean Prouvé e começou também a trabalhar com Charlotte Perriand e Pierre Jeanneret, desenhando móveis para a Maison du Mexique, residência estudantil ligada à Universidade de Paris. Durante a guerra, o Ateliers sobreviveu graças à fabricação de bicicletas e a um forno chamado Pyrobal. O designer foi um ativo membro da Resistência e, depois da libertação, o Ministro da Reconstrução encarregou-o da produção em massa de esquadrias para a construção de casas para refugiados. Chegou mesmo a ser prefeito de Nancy, em reconhecimento ao papel patriótico que teve durante a guerra.
Bem mais designer do que político, em 1947, montou a fábrica que lhe permitiu produzir, em grande escala, mas com estilo, móveis para escolas e instituições públicas, fazer pesquisas quanto ao uso do alumínio na arquitetura, construir prédios industriais, palácios de exposições e as famosas casas tropicais pré-fabricadas, dirigidas aos burocratas franceses na Nigéria, ainda uma colônia francesa no final dos anos 40. Foi durante esses anos dourados que surgiram as peças, hoje icônicas, como a mesa de conferências Trapézio e o bufê forrados em alumínio perfurado e colorido; a cadeira e a estante Antony, e também a escrivaninha Presidência. Ao perder, em 1954, o controle da fábrica para um grupo poderoso, declarou-se arrasado: "Só tenho minhas mãos, um cérebro". 

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